JN reflete sobre importância da língua portuguesa no mundo.

 

O Jornal de Notícias comemora 130 anos de jornalismo no país e no mundo, com epicentro no Porto. Por isso, aquele que é um dos mais antigos títulos da imprensa nacional quis assim assinalar a data promovendo uma Grande Conferência sobre o seu aniversário. “A Falar nos entendemos: A Língua como ativo estratégico” foi o mote para uma reflexão, que decorreu no Palácio da Bolsa, e que contou com as intervenções do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Presidente da Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Regressando àquilo que é o seu elementar veículo de transmissão de notícias – a língua portuguesa – o Jornal de Notícias aproveitou o seu 130.º aniversário para convidar um conjunto de personalidades a refletir sobre o rumo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na Grande Conferência, que não por acaso se realizou no Pátio das Nações do Palácio da Bolsa, foram centenas as pessoas quiseram ouvir a intervenção do Presidente da República, entre as quais o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

Na sua mensagem, o chefe de Estado apelou ao reforço da CPLP, frisando que não se pode perder tempo nesta matéria, aludindo que o ciclo geoestratégico e político em que se vai entrar a isso obriga. “Temos de recuperar o tempo perdido, porque é crime perder tempo”, cita a Lusa. No seu discurso, ficaram também gravadas as palavras de incentivo e de apoio dirigidas ao Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, país que está a menos de dois meses de assumir a presidência da CPLP.

E, uma vez mais, deu ênfase à urgência de uma união coesa entre os seus membros. “O mundo ganha com o reforço da CPLP, porque é um mundo onde o multilateralismo está a ser substituído pelo mundo unilaterista, porque é um mundo cada vez mais imprevisível, porque é um mundo em que se não houver plataformas e pontes e diálogos”, os retrocessos chegarão, vaticinou Marcelo Rebelo de Sousa.

Por isso, a única maneira de garantir que há progressos é não desperdiçar esta oportunidade e fazer “avanços todos os dias”. Daí o apelo: “não podemos perder Estados, não podemos perder poderes políticos, não podemos perder iniciativa económica, não podemos perder instituições sociais, não podemos perder comunicação social, não podemos perder esse tempo”.

E tempo ganha-se, defende Marcelo Rebelo de Sousa, utilizando como “trunfo” a língua portuguesa embora, reconheça, todos podem e devem desenvolver “as suas pistas próprias de afirmação”, concluiu.